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William prestou depoimento no tribunal |
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Fabinho, do Bahia, e William, do Avaí, passaram ilesos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em julgamento nesta sexta-feira, dia 4 de novembro. Os dois jogadores, expulsos em um entrevero no duelo entre suas equipes, foram absolvidos por maioria de votos pela Quarta Comissão Disciplinar. Assim, Joel Santana poderá contar com o volante tricolor diante do São Paulo, enquanto Toninho Cecílio tem a presença do atacante alvianil para enfrentar o Ceará.
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Conforme o árbitro Sálvio Spínola narrou na súmula, aos 41 minutos da segunda etapa, quando o Bahia já vencia por 3 a 2, ocorreu uma confusão em campo. Segundo ele, William e Fabinho trocaram empurrões e ofensas do tipo “eu te pego” e “você não é de nada”. Ambos levaram o cartão vermelho de forma direta.
Os dois jogadores foram denunciados no artigo 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), em que podiam receber um gancho de até seis partidas.
William foi até o Rio de Janeiro para explicar aos auditores sua versão dos fatos. "O lance foi numa bola lançada na área. Empurrei e ele (Fahel) também. Tudo normal. Ele depois veio com o cotovelo e eu saí. Aí o Fabinho veio para cima de mim e eu o empurrei. A confusão toda começou com o Fahel. Não entendo o critério usado pelo árbitro. Não agredi ninguém, só me defendi", disse o atacante do Avaí.
"Achei muito duro ser expulso. Vivo um momento maravilhoso na minha carreira, com 27 gols no ano. Não seria vantagem levar uma suspensão. no calor da partida, não dá para pensar em tudo. A atitude tomada por ele foi rápida e todos estão à flor da pele. Nós nos alteramos um pouco mais, porém, não foi para isto tudo", desabafou William.
Em seguida, o advogado Osvaldo Sestário defendeu o jogador: "Hoje, o William está muito atrelado ao Avaí. É o capitão, batedor de pênaltis, um dos principais jogadores. Ele não é violento, vai para o choque, não foge. O lance foi resolvido. Não há motivos em uma reta final de Brasileiro para punir pelos fatos ocorridos. Ele está perdendo um dia de treino para vir aqui. Peço a absolvição ou a desclassificação para o artigo 250", conclui o defensor.
Depois foi a vez do advogado do Bahia, Paulo Rubens, defender o jogador tricolor. “Aconteceu um fato resolvido em campo. Futebol é um esporte de contato. A desclassificação para o artigo 250 do CBJD do Fabinho é tranquila. Mas a defesa vai além. Há um entrevero de forma normal e resolvido pelo árbitro. A defesa requer a absolvição. Do contrário, no máximo, na pior das hipóteses, que receba um jogo de suspensão". Apenas um dos auditores suspendia os jogadores por uma partida.
Bahia recebe multa por “laser”
Nesta sexta-feira, além de defender Fabinho, o advogado do Bahia ainda tentou livrar o clube de punição, mas não teve a mesma sorte como no caso do jogador. Por unanimidade de votos, o Tricolor foi multado em R$ 5 mil. O motivo tem nome: raio laser. O fato ocorreu no jogo entre Bahia e Cruzeiro, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, onde a torcida do clube baiano causou a paralisação da partida por duas vezes.
Segundo a súmula da partida, o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca foi informado por um de seus assistentes, aos 19 minutos do segundo tempo, “sobre a existência de um laser de cor verde, vindo do lado da torcida do Bahia, direcionado sobre o rosto dos jogadores e arbitragem”.
Aos 29 minutos, também do segundo tempo, no momento de uma cobrança de arremesso lateral, o laser foi novamente direcionado ao gramado. O árbitro informou na súmula que, “imediatamente, comunicou ao delegado da partida”. O infrator não foi identificado.
Em função da indisciplina de alguns torcedores, o Bahia foi denunciado no artigo 213, inciso I, § 1º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto”. Ao menos não foi aplicada a perda de mando de campo.
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